Sábado, 20 de Junho de 2009

 

 

De silêncio me grito e me dilato

Nas frases blateradas pelo Mundo

A ter de ser, serei, mas pouco exacto

Nas coisas que, ignorando, me aprofundo.

 

Fui rei enquanto fui vagabundo,

Sem ter de atraiçoar meu ar pacato.

Vivi a Eternidade num segundo,

Tendo sido a nudez meu próprio fato.

 

Das rosas não senti o seu perfume...

Das paixões, nem o gelo,nem o lume...

De mim, talvez a alma como emblema...

 

Por isso é que me grito de mudez

E a esse Ser Sublime que me fez

Eu entrego o Silêncio num poema!

 

15 de Fevereiro de 2002

 

 



publicado por Mnemosine às 21:56 | link do post | comentar

3 comentários:
De Paulo Ilharco a 27 de Março de 2010 às 23:43
Gostaria que se procedesse à alteração do último verso da primeira quadra, uma vez que, se encontra uma gafe no mesmo. Onde se lê: me aprofundo deve ler-se eu aprofundo.

Desde já, o meu muito obrigado pela selecção de um soneto publicado num dos meus livros.

O autor, Paulo Ilharco.


De Mnemosine a 28 de Março de 2010 às 22:22
Registam-se as correcções e pede-se desculpa pelo lapso. O poema não o procurei num livro. Acontece que o encontrei nos meus infólios , e o Paulo escreveu-o na minha presença há uns anos atrás. Deu-me uma cópia, manuscrita que eu encontrei há pouco tempo e divulguei, para que o poema não se perdesse. Não pensei que estivesse compendiado num livro. Gosto muito deste poema, sobretudo pelo último verso.



De Loscar Elmano a 18 de Fevereiro de 2015 às 21:53
Acabei ( apenas agora ! ) de conhecer a arte poética de Paulo Ilharco .
Gostava imenso de ter possibilidade de o contactar - sou um modesto poeta, com dois livros publicados, abomino as "modernices" poéticas e vejo que Paulo Ilharco domina com mestria a rima, a musicalidade, o ritmo e mesmo a cor .
Se existir possibilidade de transmissão deste meu desejo ficarei grato .
Posso ser contactado pelo e-mail ou pelo meu blog - chaise-longue.blogs.sapo.pt

Carlos Almeida Santos


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