Sábado, 13 de Dezembro de 2008

Livraria

 

Natal é com livros. Um slogan da mesma ordem do rótulo Plano Nacional de Leitura que acompanha cada vez mais livros Infanto-Juvenis e que traz consigo promessas de venda.

Ainda que pese a falência recente de uma espaço-projecto editorial conhecido, não deixa de ser verdadeiramente impressionante o volume avassalador de publicação de livros a exigir público-consumidor.  Seria muito curioso saber o que sobre isto se conhece, em concreto; a  verdade de tudo isto, porque obviamente, existem estudos actualizados sobre o segmento do livro, com números reais.

Quando se observa a dança dos livros nos espaços de venda;  assume-se que têm de existir compradores, senão para todo, pelo menos para uma parte considerável do grosso crescente de oferta. Repare-se, que se mencionou compradores e nunca leitores, essa seria outra indignação, na medida em que  permanece a questão se de facto cada comprador se pode considerar, strictu sensu, um leitor do livro que compra. A indignação permanece.

Dentre tantos livros, seguramente muitos não conseguem singrar no mercado; não conseguem passar do caixote à estante, da estante à montra. Tanto deve ser assim que, por estes dias, nem  os candidatos a blockbusters prescindem dos dois segundos de publicidade, entre o melhor detergente e o brinquedo de Natal mais desejado. Esta é a era do video-livro, e com este, tecnologias diversas, novos gadgets mais ao serviço do livro,  que da leitura. Por certo, repararam.

Ainda assim, Natal é sempre com livros.



publicado por Mnemosine às 19:20 | link do post | comentar

1 comentário:
De cristina a 13 de Dezembro de 2008 às 20:33
Todas as épocas são com livros. Apesar de todo um mundo novo à volta do livro, este é ainda ( ainda bem ) um objecto de culto e de desejo.


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