Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2009

 

Há quinze anos atrás, requisitei, na biblioteca de uma universidade, um livro. Escolhi-o, porque era o único na prateleira daquela estante e também porque este continuava sem nenhum registo de leitura. Achei que estas eram boas razões para trazer um livro comigo. O livro era Rabbit Run de John Updike. Este livro acompanhou-me durante um ano da minha vida. Foi possível ficar com ele tanto tempo, porque mais ninguém, para além de mim,  mostrou interesse. Eu também não o escolheria,  foi mais o livro que me escolheu. E acompanhou-me nas viagens que, na altura, fazia entre duas cidades.  Quando, no fim, o devolvi, o livro já me pertencia, já me habitava.

No Verão passado, à beira duma piscina, li O terrorista. Desta vez li-o num fôlego. A razão porque voltei a John Updike, estava naquele ano de constantes viagens ao fundo do coração.

Recordei-me de tudo isto, agora que as notícias da morte do autor chegaram e, mais uma vez, confirmei que literatura é vida.

 



publicado por Mnemosine às 12:28 | link do post | comentar

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