Terça-feira, 28.04.09

 

Eu não sonho, eu não vivo; sonho a vida real.

Fernando Pessoa

 

Há uma âncora

que me prende ao meio-dia dos meus dias,

e me retém nesta amurada,

 

entre a parede e a espada.

 



publicado por Mnemosine às 23:00 | link do post | comentar

Sexta-feira, 10.04.09

 Queria poder cumprir todas as minhas vontades, atrás das cortinas da loucura.

Frida Khalo

 



publicado por Mnemosine às 10:57 | link do post | comentar

Quarta-feira, 11.03.09

 

 

 

Os óculos e as sandálias de Muhatma Ghandi foram resgatados, por um magnata Indiano,  num leilão em Nova Iorque  que os adquirou com o objectivo de os levar de volta à India. Consta que o líder pacifista Indiano entregou os óculos a um coronel do exército também Indiano, quando este lhe pediu inspiração. Após voltas, as voltas que o mundo tem,  os óculos, juntamente com outros objectos de Ghandi, dentre os quais se incluía o seu relógio, foram parar a uma leiloeira Nova iorquina.  Vê-se aqui alguma perversão de princípios morais, em relação aos quais, neste momento, têm estado envolvidas precisamente as leiloeiras. Veja-se o caso da venda das casas de Nova Iorque.



publicado por Mnemosine às 19:28 | link do post | comentar

Domingo, 08.03.09

 

 

Os números do desemprego não são mais que o número de tragédias pessoais em constante multiplicação. Um dominó de consequências que alguns governos já começam a prever. É necessário agir, porque, na verdade, as medidas colocadas em prática só protegem  as organizações,  o sistema financeiro e económico, quando é fundamental  que se encontrem medidas que protejam o ser humano. A privação, o desespero provocam desumanização, ou seja , o ser humano esvazia-se de humanidade para se encher de animalidade. Os instintos básicos passam a comandar a sua lógica de sobrevivência.

 

 

 



publicado por Mnemosine às 17:08 | link do post | comentar

Quarta-feira, 04.03.09

 

Hoje uma notícia em particular suscitou interesse: o asteróide DD45, de 30 a 40 metros de diâmetro, rasou a Terra, a uma ameaçadora proximidade de 60km a sudoeste do Pacífico Sul. O acontecimento é relevante o suficiente para a equação dos mais sombrios cenários de ficção científica; do fim em todas as escalas.

É a noite eterna do universo, a lembrar-nos que é de sempre e que lhe pertencemos.


 

 



publicado por Mnemosine às 19:14 | link do post | comentar

Domingo, 22.02.09

 

 

Les temps qui changent, André Techiné.



publicado por Mnemosine às 18:44 | link do post | comentar

Domingo, 01.02.09

 

Beck e Air! Já nos tinha ocorrido.

 

 



publicado por Mnemosine às 21:56 | link do post | comentar

Quarta-feira, 28.01.09

 

Há quinze anos atrás, requisitei, na biblioteca de uma universidade, um livro. Escolhi-o, porque era o único na prateleira daquela estante e também porque este continuava sem nenhum registo de leitura. Achei que estas eram boas razões para trazer um livro comigo. O livro era Rabbit Run de John Updike. Este livro acompanhou-me durante um ano da minha vida. Foi possível ficar com ele tanto tempo, porque mais ninguém, para além de mim,  mostrou interesse. Eu também não o escolheria,  foi mais o livro que me escolheu. E acompanhou-me nas viagens que, na altura, fazia entre duas cidades.  Quando, no fim, o devolvi, o livro já me pertencia, já me habitava.

No Verão passado, à beira duma piscina, li O terrorista. Desta vez li-o num fôlego. A razão porque voltei a John Updike, estava naquele ano de constantes viagens ao fundo do coração.

Recordei-me de tudo isto, agora que as notícias da morte do autor chegaram e, mais uma vez, confirmei que literatura é vida.

 



publicado por Mnemosine às 12:28 | link do post | comentar

Sexta-feira, 23.01.09

Viver não vale a pena. Só olhar é que vale a pena. Poder olhar sem viver realizaria a felicidade, mas é impossível como tudo quanto costuma ser o que sonhamos. O êxtase que não incluísse a vida!...

Livro do Desassossego



publicado por Mnemosine às 15:50 | link do post | comentar

Domingo, 18.01.09

Desconfio que a bondade é uma coisa tão complexa que até o uso dessa palavra deve merecer-nos alguma ponderação e desconfio também que a bondade «emerge» infinitamente devagar, se é que emerge, como um resultado escassamente visível depois de tomarmos mil e uma precauções.

Iris Murdoch. O Bom Aprendiz.

Iris. Richard Eyre.



publicado por Mnemosine às 19:22 | link do post | comentar

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